Atualizado em junho de 2026
A pelagem do Spitz Alemão é, sem dúvida, uma das mais bonitas do mundo canino. Densa, dupla, exuberante — é impossível não se apaixonar. Mas é justamente por baixo desse pelo lindo e volumoso que os problemas de pele costumam se esconder, muitas vezes passando despercebidos pelos tutores até que o quadro já esteja avançado.
O Spitz Alemão tem predisposição a uma série de condições dermatológicas — algumas comuns a várias raças, outras quase exclusivas do Spitz. Saber identificar os primeiros sinais, entender as causas e conhecer as opções de tratamento é fundamental para agir rápido e evitar sofrimento desnecessário ao seu peludo.
Eu sou a Juliana, tutora do Woody há 6 anos, e aprendi (às vezes na raça) que cuidar da pele do Spitz exige atenção constante. Neste guia completo e atualizado para 2026, reuni as condições mais comuns, com informações baseadas em fontes veterinárias confiáveis e estudos científicos recentes.
Conteúdo
Por que o Spitz Alemão é tão propenso a problemas de pele?
A pelagem dupla do Spitz — composta por um subpelo curto e denso e um pelo de guarda longo e firme — cria um microambiente especial entre a pele e o ambiente externo. Isso tem vantagens (proteção térmica, isolamento) e desvantagens: o ambiente quente e úmido próximo à pele favorece a proliferação de fungos, bactérias e parasitas, especialmente quando a escovação não é feita com regularidade.
Além disso, o Spitz tem algumas predisposições genéticas específicas — a mais conhecida é a Alopecia X, que analisamos em detalhes neste blog. Mas não é a única. Dermatite atópica, seborreia e sensibilidades alimentares também são mais frequentes na raça do que em muitas outras.

E há um fator que complica o diagnóstico: os problemas de pele ficam escondidos debaixo do pelo por muito tempo. Quando o tutor finalmente nota uma falha, uma vermelhidão ou um cheiro diferente, o quadro frequentemente já tem algumas semanas de evolução.
💡 A escovação regular — além de manter o pelo bonito — é a principal ferramenta de monitoramento da saúde da pele do Spitz. Ao escovar, você tem a oportunidade de inspecionar a pele com muito mais facilidade.
Os 8 problemas de pele mais comuns no Spitz Alemão
1. Alopecia X
A Alopecia X é, sem dúvida, a condição dermatológica mais característica e mais temida pelos tutores de Spitz Alemão. Estima-se que cerca de 15% dos exemplares da raça desenvolvam a condição ao longo da vida.
Trata-se de uma dermatopatia não inflamatória, não pruriginosa (o cão não coça), que causa queda progressiva e simétrica de pelos no tronco, pescoço, flancos e coxas — sempre poupando cabeça e patas. A pele nas áreas afetadas vai escurecendo progressivamente. A causa ainda não é completamente esclarecida, mas estudos genéticos recentes confirmaram forte componente hereditário, com 47 genes relacionados ao ciclo capilar alterados nos animais afetados.
Sintomas principais:
- Pelo que começa a ralear no tronco e flancos, de forma simétrica
- Cabeça e patas sempre preservadas
- Pele escurecendo progressivamente nas áreas afetadas
- Ausência de coceira, dor ou inflamação
Tratamento: castração (primeira escolha para inteiros), melatonina, trilostano ou microagulhamento — sempre sob orientação veterinária.
📖 Escrevemos um guia científico completo sobre essa condição: Alopecia X no Spitz Alemão: o Que É, Como Identificar e o Que Fazer
2. Dermatite Atópica
A dermatite atópica canina (DAC) é considerada a principal dermatopatia crônica entre os cães, e o Spitz Alemão é uma das raças com predisposição à condição. Trata-se de uma doença alérgica pruriginosa, crônica e multifatorial — ou seja, sem cura definitiva, apenas controle.
A condição é causada por uma resposta imunológica anormal a alérgenos ambientais como ácaros de poeira, pólen, fungos, pelos de outros animais e produtos químicos domésticos. Os pacientes atópicos têm uma barreira epidérmica anormal, com menor quantidade de ceramidas, o que facilita a penetração de alérgenos e gera uma hiperativação do sistema imune local.
Sintomas principais:
- Coceira intensa e persistente — é o sinal mais marcante
- Regiões mais afetadas: orelhas, patas (lambedura excessiva), barriga, virilha e ao redor dos olhos
- Vermelhidão, descamação e manchas na pele
- Infecções de ouvido recorrentes
- Pele que escurece e engrossa progressivamente (liquenificação) em casos crônicos
Quando costuma aparecer: geralmente entre 1 e 3 anos de idade, de acordo com a literatura veterinária.
Diagnóstico: é um diagnóstico de exclusão — outras condições (como DAPP, alergias alimentares e infecções) precisam ser descartadas antes. Inclui testes alérgicos intradérmicos ou sorológicos de IgE específica.
⚠️ Alerta importante do CBA 2026: durante o Congresso Brasileiro de Anestesiologia Veterinária de 2026, o professor Julio Israel Fernandes (UFRRJ) destacou que cães são frequentemente tratados como portadores de dermatite atópica sem investigação adequada, quando na verdade têm esporotricose, demodicose, DAPP ou leishmaniose. O excesso de tratamentos empíricos com corticoides pode mascarar sinais clínicos e atrasar o diagnóstico correto.
Tratamento: não tem cura, mas tem controle. Inclui imunomoduladores, controle ambiental (aspiração frequente, lavagem de camas, evitar tapetes), banhos terapêuticos com shampoos específicos e, em alguns casos, imunoterapia com vacinas de alérgenos.

3. Alergias Alimentares
Ao contrário da dermatite atópica (que reage a fatores ambientais), a alergia alimentar é uma reação do sistema imune a proteínas presentes na dieta. Os ingredientes mais frequentemente envolvidos em cães são frango, boi, trigo, soja, milho, laticínios e ovos.
O Spitz Alemão tem pele sensível e pode desenvolver reações a componentes da ração, especialmente as de qualidade inferior com alto teor de aditivos artificiais.
Sintomas principais:
- Coceira persistente, especialmente nas patas, orelhas e região anal
- Vermelhidão e inflamação na pele
- Lambedura excessiva das patas (patas avermelhadas ou com coloração “enferrujada”)
- Episódios recorrentes de diarreia ou vômito (nem sempre presentes)
- Otites de repetição
O que diferencia da dermatite atópica? Os sintomas são muito semelhantes. A grande diferença é que a alergia alimentar pode ocorrer em qualquer época do ano (sem sazonalidade) e não costuma responder a antialérgicos da mesma forma que a atópica.
Diagnóstico: dieta de eliminação com proteína hidrolisada ou proteína nova (nunca oferecida antes) por pelo menos 8 semanas, sob orientação veterinária. É o único método confiável para identificar a alergia alimentar.
Tratamento: eliminação do ingrediente causador da dieta. Rações hipoalergênicas ou com proteína hidrolisada.
4. DAPP – Dermatite Alérgica à Picada de Pulga
A DAPP é uma das causas mais comuns de coceira em cães no Brasil — e muitas vezes subestimada pelos tutores. A condição não é causada pelas pulgas em si, mas pela reação alérgica à saliva da pulga, que é injetada na pele no momento da picada.
Em cães alérgicos, uma única picada é suficiente para desencadear uma reação intensa que pode durar dias. E o detalhe que confunde muita gente: você pode nem encontrar pulgas no animal, porque a reação ocorre mesmo com pouquíssima infestação.
Sintomas principais:
- Coceira intensa, especialmente na região lombar (base da cauda), virilha e coxas
- Mordedura e lambedura compulsiva nessas regiões
- Perda de pelo nas áreas afetadas
- Lesões, crostas e inflamação na pele
- Hiperpigmentação e espessamento da pele em casos crônicos
Diagnóstico: clínico, baseado na localização típica das lesões e na resposta ao controle parasitário.
Tratamento: controle rigoroso e contínuo de pulgas — no animal e no ambiente (casa, tapetes, cama). Antiparasitários modernos como isoxazolinas (Bravecto, Nexgard, Simparic) têm alta eficácia. Em casos agudos, o veterinário pode indicar corticoides ou antialérgicos para alívio imediato.
⚠️ O controle de pulgas precisa ser feito no ambiente também, pois apenas 5% das pulgas vivem no animal — os outros 95% estão espalhados pela casa.

5. Sarna Demodécica (Demodicose)
A sarna demodécica é uma dermatopatia parasitária causada pela proliferação anormal do ácaro Demodex canis. Esse ácaro é um habitante normal da pele de praticamente todos os cães, vivendo nos folículos pilosos e glândulas sebáceas sem causar dano. O problema ocorre quando o sistema imunológico falha em controlar a população de ácaros, permitindo sua multiplicação excessiva.
A doença acomete principalmente cães jovens (com sistema imune ainda imaturo) e animais imunossuprimidos — por estresse, desnutrição, doenças debilitantes ou uso prolongado de corticoides.
Sintomas principais:
Forma localizada (mais leve):
- Lesões em áreas delimitadas, geralmente no focinho e ao redor dos olhos
- Queda de pelo localizada
- Descamação e vermelhidão
- Coceira leve ou ausente
Forma generalizada (mais grave):
- Alopecia em grandes áreas do corpo
- Coceira intensa, crostas e descamação
- Odor característico forte (pela infecção bacteriana secundária que frequentemente acompanha)
- Feridas, pústulas e inchaço da pele
- Em casos graves: febre, letargia e linfonodos aumentados
Diagnóstico: raspagem profunda da pele com análise microscópica para identificação do ácaro.
Tratamento: a forma localizada pode ter remissão espontânea em filhotes. A forma generalizada exige tratamento prolongado, com acompanhamento mensal por raspagens de pele até duas raspagens consecutivas negativas. Medicamentos modernos (isoxazolinas) têm demonstrado excelente eficácia.
6. Infecções Bacterianas (Piodermite)
A piodermite é uma infecção bacteriana da pele — geralmente causada por Staphylococcus pseudintermedius — que com frequência é secundária a outras condições: uma alergia que causa coceira, que causa lesões na pele, que abrem caminho para as bactérias. Por isso, tratar só a infecção sem identificar a causa subjacente quase sempre resulta em recidiva.
Sintomas principais:
- Pápulas (bolinhas) e pústulas avermelhadas
- Crostas e descamação
- Manchas circulares com queda de pelo ao redor (lesão em “alvo”)
- Mau cheiro mesmo após o banho
- Coceira e desconforto
- Pode ocorrer em qualquer região do corpo, mas é mais comum em abdômen, virilha e axilas
Diagnóstico: citologia da pele (análise microscópica de células) e, em casos recorrentes, cultura bacteriana com antibiograma para identificar a bactéria e o antibiótico correto.
Tratamento: antibióticos (tópicos ou sistêmicos) prescritos pelo veterinário, shampoos antibacterianos com clorexidina, e identificação e tratamento da causa primária.

7. Infecções Fúngicas (Micose / Malassezia)
As infecções fúngicas mais comuns em cães são a Malassezia (dermatite por levedura) e a dermatofitose (micose verdadeira, causada por fungos como Microsporum e Trichophyton). Ambas têm características distintas.
Malassezia:
O fungo Malassezia pachydermatis é um habitante normal da pele dos cães. Em condições de desequilíbrio — pele úmida, imunidade baixa, uso prolongado de antibióticos — ele se multiplica excessivamente e causa inflamação.
Sintomas: coceira intensa, pele oleosa e com cheiro característico forte e adocicado, descamação amarelada, vermelhidão. Muito frequente nas orelhas, pescoço, axilas e dobras cutâneas.
Dermatofitose (Micose):
Sintomas: manchas circulares com queda de pelo, escamas e crostas, formando lesões em “anel” — daí o nome popular “tinha”. Pode ser transmitida para humanos (é uma zoonose) — portanto, use luvas ao manipular áreas afetadas.
Diagnóstico: exame microscópico (citologia para Malassezia) ou cultura fúngica (para dermatofitose). A lâmpada de Wood pode ser usada como triagem inicial para alguns tipos de dermatofitose.
Tratamento: antifúngicos tópicos (shampoos, cremes) ou sistêmicos, conforme a extensão e o tipo de fungo. Ambiente limpo e seco é fundamental para evitar recidivas.
8. Seborreia
A seborreia é uma condição que afeta a produção das glândulas sebáceas da pele, causando descamação excessiva e alteração na oleosidade. Pode ser seca (pele ressecada, descamação fina tipo “caspa”) ou oleosa (pele gordurosa, descamação amarelada e grumos de gordura no pelo).
Pode ser primária (genética, mais rara) ou secundária a outras condições como hipotireoidismo, alergias, infecções ou deficiências nutricionais — sendo essa a forma mais comum.
Sintomas principais:
- Caspa visível no pelo e nas superfícies onde o cão deita
- Pelo opaco, sem brilho
- Pele oleosa ou extremamente ressecada
- Odor desagradável
- Coceira moderada
- Em casos avançados, formação de placas de gordura no pelo
Diagnóstico: é necessário identificar se é primária ou secundária. Biópsias, exames hormonais e testes alérgicos podem ser necessários.
Tratamento: shampoos seborregulatores (com ácido salicílico, enxofre ou peróxido de benzoila), suplementação com ômega-3 e ômega-6, e tratamento da causa subjacente quando identificada.

Tabela-Resumo: Sintomas por Condição
| Condição | Coceira? | Queda de pelo? | Padrão | Cheiro ruim? |
|---|---|---|---|---|
| Alopecia X | ❌ Não | ✅ Sim (tronco) | Bilateral e simétrico | ❌ Não |
| Dermatite Atópica | ✅ Intensa | Possível (por trauma) | Orelhas, patas, barriga | Possível |
| Alergia Alimentar | ✅ Sim | Possível | Patas, orelhas, ânus | Possível |
| DAPP | ✅ Intensa | ✅ Sim | Lombar, cauda | ❌ Não |
| Sarna Demodécica | Variável | ✅ Sim | Focinho, generalizado | ✅ Sim (nos graves) |
| Piodermite | ✅ Sim | ✅ Localizada | Abdômen, virilha | ✅ Sim |
| Malassezia | ✅ Intensa | Possível | Orelhas, pescoço, axilas | ✅ Sim (forte) |
| Seborreia | Moderada | ❌ Não | Generalizado | ✅ Sim |
Sintomas que merecem atenção imediata
Procure o veterinário sem demora se notar:
- 🔴 Coceira intensa que não cessa, especialmente se o cão se machucar ao coçar
- 🔴 Queda de pelo em áreas localizadas ou em padrão simétrico
- 🔴 Manchas avermelhadas, pústulas ou crostas na pele
- 🔴 Mau cheiro persistente mesmo após o banho
- 🔴 Orelhas com secreção, odor forte ou que o cão coça com frequência
- 🔴 Lambedura compulsiva das patas (patas avermelhadas ou enferrujadas)
- 🔴 Áreas com pele escurecida ou espessada
- 🔴 Qualquer lesão circular com queda de pelo ao redor (risco de micose/zoonose)
Diagnóstico: por que não dá para tratar por conta própria
Esse é um ponto que precisa ser dito com clareza: a maioria dos problemas de pele em cães tem sintomas semelhantes — coceira, queda de pelo, vermelhidão — mas causas e tratamentos completamente diferentes.

Tratar uma alergia como se fosse infecção bacteriana, ou usar antifúngico em uma sarna, não só não resolve como pode mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico correto. O uso empírico de corticoides, em especial, é um problema grave — ele alivia a coceira temporariamente mas pode suprimir o sistema imune e agravar condições como a demodicose.
O veterinário conta com ferramentas que o tutor não tem:
- Citologia cutânea — analisa células da pele em microscópio, identificando bactérias, fungos e células inflamatórias em minutos
- Raspagem de pele — para identificar ácaros (Demodex, Sarcoptes)
- Cultura bacteriana com antibiograma — identifica a bactéria e o antibiótico correto
- Testes alérgicos — intradérmico ou sorológico, para identificar alérgenos
- Biópsia cutânea — para diagnóstico histopatológico de condições mais complexas
- Dieta de eliminação orientada — protocolo específico para alergia alimentar
Cuidados e prevenção na rotina diária
A boa notícia é que a maioria dos problemas de pele pode ser prevenida — ou pelo menos detectada precocemente — com uma rotina de cuidados simples e consistente.
🪶 Escovação regular
Escove o Spitz de 3 a 4 vezes por semana, chegando até o subpelo. Além de manter o pelo bonito, a escovação areja a pele (reduzindo umidade), remove pelos mortos e permite inspecionar a pele com facilidade. Confira as escovas mais recomendadas para a raça: Top 6 Escovas para Spitz Alemão
🧼 Banho na frequência certa
A cada 20 a 30 dias, com shampoo específico para cães de pelagem dupla. Banhos em excesso removem a camada protetora lipídica da pele, tornando-a mais vulnerável a infecções e ressecamento. Seque muito bem o subpelo após o banho — com secador em temperatura morna, nunca quente. Pelo úmido próximo à pele é convite para fungos e bactérias. Saiba como dar banho corretamente: Como Dar Banho no Spitz Alemão em Casa
🍖 Alimentação de qualidade
Uma dieta rica em ômega-3 e ômega-6 fortalece a barreira cutânea, reduz inflamações e contribui para o brilho e a densidade do pelo. Rações super premium têm proteínas de maior qualidade e digestibilidade, o que se reflete diretamente na saúde da pele. Veja nossa análise: Melhor Ração para Spitz Alemão 2026
🦟 Controle parasitário contínuo
Antiparasitários modernos (pipetas, coleiras ou comprimidos mensais) devem ser mantidos o ano todo — não só no verão. A DAPP pode ser desencadeada por uma única picada de pulga, e a sarna demodécica pode se agravar em animais imunossuprimidos por parasitismo interno. O controle de pulgas no ambiente (casa, cama, tapetes) é tão importante quanto o do animal.
🏥 Visitas regulares ao veterinário
Pelo menos uma vez ao ano para check-up geral em cães saudáveis. Para animais com histórico de problemas de pele, o acompanhamento semestral com dermatologista veterinário é o ideal.
🌿 Ambiente limpo e bem ventilado
Camas e brinquedos lavados semanalmente, tapetes aspirados com frequência, umidificador nos dias muito secos. Alérgenos ambientais como ácaros de poeira são uma das principais causas de dermatite atópica — e o controle ambiental faz parte do tratamento.
Quando ir ao veterinário dermatologista?
O clínico geral veterinário pode e deve ser a porta de entrada para qualquer problema de pele. Mas existem situações em que o encaminhamento para um dermatologista veterinário faz toda a diferença:
- Casos que não respondem ao tratamento após 4 a 6 semanas
- Condições recorrentes (otites, piodermites, alergias) que voltam logo após o tratamento
- Suspeita de dermatite atópica ou alergia alimentar (exigem testes específicos)
- Suspeita de Alopecia X (diagnóstico de exclusão complexo)
- Qualquer condição de pele em que o diagnóstico não está claro
O dermatologista veterinário tem acesso a exames e protocolos que aumentam muito a chance de um diagnóstico correto — e, portanto, de um tratamento eficaz.

Perguntas frequentes
Por que meu Spitz se coça mesmo sem ter pulgas visíveis? Pode ser DAPP (basta uma picada), dermatite atópica, alergia alimentar ou infecção por Malassezia. A ausência de pulgas visíveis não exclui a DAPP — 95% das pulgas ficam no ambiente, não no animal.
A tosa pode piorar os problemas de pele? Em cães saudáveis, a tosa com tesoura não causa problemas. Já a tosa rente com máquina pode danificar o equilíbrio térmico e a proteção natural do pelo duplo, além de poder agravar a Alopecia X em animais já predispostos.
Posso usar shampoo humano no Spitz? Nunca. O pH da pele humana é diferente do canino. Shampoos humanos alteram o manto ácido da pele do cão, favorecendo o crescimento de bactérias e fungos.
A ansiedade pode causar problemas de pele? Sim. O estresse e a ansiedade de separação podem levar o cão a se lamber ou morder compulsivamente, causando lesões por trauma — as chamadas “dermatites de lambedura acral”. Em Spitz, que são cães muito apegados ao tutor, esse é um ponto de atenção.
Suplemento de ômega-3 ajuda nos problemas de pele? Sim, como coadjuvante — especialmente em casos de pele ressecada, seborreia e dermatite atópica. Mas suplemento não substitui diagnóstico e tratamento veterinário.
Meu Spitz está com queda de pelo mas não coça. É Alopecia X? Pode ser. A ausência de coceira é uma das características marcantes da Alopecia X. Mas o diagnóstico precisa descartar outras causas hormonais (hipotireoidismo, Cushing). Consulte um veterinário.
Veja também no blog
- Alopecia X no Spitz Alemão: O Que É e Como Identificar
- Qual é o Melhor Shampoo para Spitz Alemão? Guia Completo
- Cuidados com o Pelo do Spitz Alemão
- Como Dar Banho no Spitz Alemão em Casa
- Melhor Ração para Spitz Alemão: Guia Completo 2026
- Top 6 Escovas para Spitz Alemão
📚 Referências
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SOUZA, L.S. et al. Sarna demodécica canina: abordagens diagnósticas e terapêuticas atuais. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, v. 18, n. 12, 2025. DOI: 10.55905/revconv.18n.12-149
VETSANDCLINICS. Sarna demodécica no cão e no gato: diagnóstico e tratamento. Disponível em: https://vetsandclinics.com/pt/sarna-demodecica-no-cao-e-no-gato-diagnostico-e-tratamento. Acesso em: 2026.
Artigo elaborado com base em literatura científica e fontes veterinárias especializadas. As informações têm caráter educativo e não substituem consulta com médico-veterinário. Diante de qualquer sinal de problema de pele no seu Spitz, procure sempre orientação profissional.
💬 Seu Spitz já teve algum problema de pele? Conta nos comentários — a experiência de quem já passou por isso ajuda muito outros tutores que estão começando a lidar com a situação. 🐾

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